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Equisson J. B. Silveira

equissonjunio@gmail.com

Anônimo Contemporânio

Certa vez cheguei a sentir

Que minha presença

Neste malévolo mundo,

Não carecia existir.


Meu coração doía mais que tudo

E por instantes, quase morri.


Foi como ser insignificante

Sem algum propósito à vir ao mundo,

Com o coração palpitante

E a angústia indo mais a fundo.


Durante cada contração

sentia não ter lugar algum

Neste perverso e sórdido

Lugar onde necessito

Ficar por mais alguns,

Milhares de segundos.


Lamentavelmente,

Nascemos destinados

A coexistir com seres que

Nem ao menos pensam

Quem, por suas ações,

Serão afetados.


Pela mais simples atitude

Mesmo, por uma "brincadeira"

Durante incerta hora,

Você pode estar originando

Um motivo, para que alguém

Desconecte-se da história.


Ao pensar em abster-me de tudo,

Entristeci-me demasiadamente.

por noites chorei mudo,

Pensando profundamente,

Se algum dia esse mundo

Conseguiria torna-se, diferente.


Sou conduzido pela esperança

De que um dia a espécie humana

Aprenda ,desde criança,

Que devem ser mais

Humanos, do que animais.